12 abr 18
Conselho III: O que te faz diferente, também é o que te faz você

Quando a Stefs me convidou pra escrever este texto, bateu logo as paranoias. Comecei logo a imaginar um milhão de coisas dando errado. E a ansiedade já bateu e bateu forte. Normal né? Duvidar da própria capacidade é uma coisa tão natural que o surto já vem automático.

A primeira coisa que eu fiz (depois de todo o surto), foi pesquisar sobre o que ela me pediu pra escrever. Não foi muito inspirador o que eu encontrei nas minhas buscas frenéticas, mas me deu perspectiva. Então bora lá.

Você não tem obrigação de se adequar a situações, a pessoas, a grupos, a nada. Toda garota precisa saber disso. Eu gostaria de ter aprendido isso mais cedo. Eu sempre tive dificuldade em me encaixar, e sempre achei que o problema fosse comigo, sempre. Eu era quieta demais, calada demais, não gostava de grandes grupos de pessoas. Sempre que eu me encontrava em uma posição onde estava rodeada de muita gente, eu tendia a ficar ainda mais reclusa. Eu não amava festinha, baladinha, lugares barulhentos. Esse tipo de coisa nunca foi minha ideia de diversão e, pra muita gente ao meu redor, isso era um problema. E se tornou um problema pra mim também eventualmente.

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Contra as Feras
Conversas, histórias, empoderamento e inspiração na voz daqueles que também possuem muito o que dizer sobre suas batalhas diárias contra as feras.
05 abr 18
Conselho II: Acredite em si e nos seus sonhos

Uma das coisas mais importantes que todo ser humano deve ter na vida é um sonho para chamar de seu. O sonho é aquele pedaço especial da sua imaginação, da sua alma e do seu coração que vai te guiar rumo a algo além do comum. O problema é que a maioria das pessoas ao seu redor não vai te dizer isso; ela vai estar ocupada demais com os boletos e faturas para pagar, com aquela pendência no trabalho para resolver, com aquela torneira para consertar, porque os sonhos destas pessoas já não habitam nas suas vidas.

Creio que, um dia, todos tivemos algum sonho. Quando minha avó me fala sobre sua juventude, no interior, duvido muito que seu maior sonho fosse apenas casar e ter seis filhos. Tudo bem que ainda eram os anos 50 e esse era um padrão a ser seguido, mas ela fala que gostava de ler, andar a cavalo, tomar banho no rio… não sei, parece que quando ela fala isso, sempre sinto um pouco de “poderia ter sido e não foi”.

Isso me leva também a refletir sobre como as mulheres, principalmente antigamente, não tiveram a chance de decidirem suas vidas baseadas em seus próprios anseios e aspirações.

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Contra as Feras
Conversas, histórias, empoderamento e inspiração na voz daqueles que também possuem muito o que dizer sobre suas batalhas diárias contra as feras.
09 mar 18
Conselho I: Você não é um fracasso

Eu ouvi muito nova que eu era e seria um grande fracasso. Não exatamente com essas palavras, mas ouvi. Tinha 14 anos à época e nem sabia quem eu queria ser neste mundão. Mas foi uma mentira da qual acreditei e carreguei comigo até a minha conclusão do curso de jornalismo, ou seja, até os 26 anos.

Não foi uma mentira contada para mim sobre mim, mas uma afirmação convicta de uma pessoa que deveria ter sido meu suporte. Meu apoio. Uma voz positiva no meio da turbulência que é a adolescência. A pessoa que, junto com a minha mãe, deveria ter sido a última a aplicar um julgamento visto que eu não era “qualquer pessoa” em sua vida.

Foi um julgamento embasado em determinados comportamentos que, hoje, vejo que conversa resolveria. Ao menos, é no que acredito atualmente.

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Stefs Lima
Jornalista com especialização em Potterhead e mestrado em Fangirl. Como humana, lidera um Capítulo Local do I Am That Girl em São Paulo. Como heroína, caça showrunners para defender personagens femininas. Seus maiores vícios são café, caps lock e Twitter.
07 mar 18
Contra as Feras: apresentando dois projetos colaborativos

Desde que fundei este site, venho pensando em como o abriria para colaborações. Algo que ocorreu naturalmente no Hey, Random Girl, só que não sabia muito bem como encaixar tal ideia no Bela e as Feras. Afinal, quero manter a mesma linha editorial, especialmente com relação às pautas sensíveis que são abordadas por aqui.

Nisso, não nasceu apenas uma ideia, mas duas. E estou bem contente de compartilhá-las com vocês!

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Stefs Lima
Jornalista com especialização em Potterhead e mestrado em Fangirl. Como humana, lidera um Capítulo Local do I Am That Girl em São Paulo. Como heroína, caça showrunners para defender personagens femininas. Seus maiores vícios são café, caps lock e Twitter.
23 fev 18
Não maltrate seu corpo. Você se maltrata totalmente no processo.

Alguns dias, mais precisamente quando minha autoestima está baixa, evito me olhar no espelho. Passo o menor tempo possível empacada diante dele, mas ainda sim dou um jeito de alinhar meus cachos, passar batom para tirar a palidez da face sonolenta e blush para dar um tom mais saudável à minha pele. Não quer dizer que consiga cumprir toda essa lista impecavelmente, pois, durante esses dias ruins, algumas coisas tendem a passar, como o creme que também funciona como protetor solar. Antes, eu ficava muito preocupada com esses dias, pois acabo me cobrando demais e pontuando coisas irreais sobre mim. Ainda me cobro, mas, agora, me entrego aos dias cinza um tanto mais consciente de que uma hora precisarei retornar ao ringue e focar no propósito.

É difícil, mas aprendi a aceitar que o isolamento me faz mais mal que bem. Um aprendizado aprimorado em dias bons e ruins.

Fato é que, além do famigerado comfort food, desconto grande parte das minhas insatisfações na aparência. Ver-me, em tese, desleixada é uma expressão da famigerada questão: se nada está bem, não há motivos para me esforçar. A visão externa sobre eu mesma, o tratamento que me dou em dias ruins, é o passe para sinalizar que há algo de errado dentro de mim. Algo fora do compasso. Só que há um peso a mais quando ajo dessa maneira e que se expressa no meu corpo.

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Stefs Lima
Jornalista com especialização em Potterhead e mestrado em Fangirl. Como humana, lidera um Capítulo Local do I Am That Girl em São Paulo. Como heroína, caça showrunners para defender personagens femininas. Seus maiores vícios são café, caps lock e Twitter.
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