07 fev 18
Eating Recovery Day: conscientização sobre a recuperação de transtornos alimentares

Este é um texto extremamente antigo, mas que não deixa de pautar um assunto muito necessário. No caso, a conscientização sobre transtornos alimentares, que será o tema do mês de fevereiro.

No dia 3 de maio de 2016, participei (online) do primeiro Eating Recovery Day. Uma iniciativa promovida pela organização Eating Recovery Center que visa chamar a atenção sobre a importância da busca pela recuperação quanto aos transtornos alimentares. Além disso, pontuar que essa recuperação pode ser árdua, mas é possível para todos. Foi um único dia de evento, mas o suficiente para sensibilizar.

A conversa rolou via Twitter – e foi o canal que me fiz presente – e houve muito material de conscientização. Por meio de alguns questionamentos feitos pela mencionada instituição, muita positividade foi transmitida. Acompanhei algumas histórias e me vi admirada com a coragem dos participantes em contar seus capítulos de luta e de superação. Inclusive, revelar como ainda batalham para ter uma vida e uma autoimagem saudáveis.

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Stefs Lima
Jornalista com especialização em Potterhead e mestrado em Fangirl. Como humana, lidera um Capítulo Local do I Am That Girl em São Paulo. Como heroína, caça showrunners para defender personagens femininas. Seus maiores vícios são café, caps lock e Twitter.
26 jan 18
Desconstrua-se: sobre usar transtornos mentais como adjetivos

Vamos começar este texto com uma das minhas frases favoritas: ninguém nasce desconstruído. Uma vez que ninguém nasce desconstruído é quase uma praxe repetirmos frases, jargões e afins sem ao menos pararmos e pensarmos no que pronunciamos e em quem afetamos no processo. Fui uma dessas pessoas e, pouco a pouco, me liberto. Já não compartilho memes que partem de cenas de bullying. Não meto o surtando para expressar meus momentos de felicidade. Não digo que estou depressiva para expressar apenas a chateação com algum evento da minha vida.

Um processo que não ocorre de uma hora para a outra, mas se faz necessário.

O tenso de você começar a ver determinadas coisas de uma nuance diferente é que todas elas passam a irritar. Uma vez que você se desconstrói, o desejo é que outras pessoas façam o mesmo e parem de se prestar a determinados papéis. Como usar transtornos mentais como adjetivos.

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Stefs Lima
Jornalista com especialização em Potterhead e mestrado em Fangirl. Como humana, lidera um Capítulo Local do I Am That Girl em São Paulo. Como heroína, caça showrunners para defender personagens femininas. Seus maiores vícios são café, caps lock e Twitter.
23 jan 18
Eu existo e sou grata por você existir também

Eu tenho a singela sensação de que, neste momento, nossos pensamentos se entremeiam no mesmo ritmo a fim de encontrar um sentido para a existência. Uma reflexão que tende a ser constante, especialmente quando a nossa própria existência parece fora do lugar. Fora de tom. Sem nexo algum.

É provável que você sinta aquela forte e incompreensível angústia. Que conquista tangibilidade e pungência ao se perceber que não há uma resposta exata para esse questionamento. E por não haver uma dita resposta exata, nos vemos naquela espiral regada de estrelas ou de trevas que martela em nossa mente com outras indagações que podem aguçar ou entorpecer os nossos sentidos.

Tudo com base no como vivemos agora.

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Stefs Lima
Jornalista com especialização em Potterhead e mestrado em Fangirl. Como humana, lidera um Capítulo Local do I Am That Girl em São Paulo. Como heroína, caça showrunners para defender personagens femininas. Seus maiores vícios são café, caps lock e Twitter.
17 jan 18
If You Feel Too Much: introdução ao especial + conversa sobre o prefácio

Este é aquele livro que não precisa de uma resenha. Até porque eu não faria jus visto que não se trata de uma biografia que valeria a pena esmiuçar. Na verdade, as páginas são tingidas com um apunhado de blog posts assinado por Jamie Tworkowski (algo que não me deixou tão satisfeita, confesso). Uma pessoa que não figura pela primeira vez aqui na A Bela e as Feras, pois é dele uma das organizações que tem meu coração: To Write Love On Her Arms. Este foi o real motivo de ter corrido atrás de If You Feel Too Much: Thoughts on Things Found and Lost and Hoped For, uma leitura que abandonei em 2016 e que entrou em 2017 para contribuir com meu projeto de regeneração.

Se não fiquei tão satisfeita, por quais motivos escrever sobre ele? Bem, apesar de ter esperado muito mais do seu conteúdo, não quer dizer que não tenha encontrado passagens que me identifiquei e aprendido algo. Dessa forma, meu objetivo é abordar daqui por diante o que me inspirou durante a leitura.

Mais precisamente frases e contextos, o que dará vida a um especial sobre este livro. Não poderia deixar de lado tal experiência que também me serviu de ajuda em uma fase extremamente difícil.

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Stefs Lima
Jornalista com especialização em Potterhead e mestrado em Fangirl. Como humana, lidera um Capítulo Local do I Am That Girl em São Paulo. Como heroína, caça showrunners para defender personagens femininas. Seus maiores vícios são café, caps lock e Twitter.
15 jan 18
Desconstrua-se: uma conversa breve sobre transtorno mental

Há uma coisa que ouvi, e ainda ouço, bastante e que não tinha noção do quanto me incomodava: a afirmação de que uma pessoa com depressão ou está com frescura ou com falta do que fazer. Há também o fato de se “sentir depressivo” por tudo – e cheguei a usar tal “afirmação”, não nego, no passado (e prometo um post sobre este assunto muito em breve). Uma vez que dei voz ao processo da minha desconstrução, passei a ficar mais esperta com algumas coisas que pertencem a este contexto e que desagradam e/ou já ultrapassaram o limite.

Como o uso de transtorno mental, ou qualquer outro tipo de doença, como adjetivo.

Basta rolar o feed por alguns minutos. Você pescará sentenças que incluem algum transtorno mental para justificar sentimentos temporários e/ou comportamentos (“preciso organizar minha mesa porque tenho TOC”). Meios de expressão “normais” meramente porque passam batidíssimos. É um “hábito” que está ali, no nosso cotidiano, e que meio mundo usa para se manifestar. Atitude errônea, ofensiva, que precisa passar por um processo de desconstrução/revisão. Afinal, manter esse papo “elogioso” abre espaço para a banalização.

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Stefs Lima
Jornalista com especialização em Potterhead e mestrado em Fangirl. Como humana, lidera um Capítulo Local do I Am That Girl em São Paulo. Como heroína, caça showrunners para defender personagens femininas. Seus maiores vícios são café, caps lock e Twitter.
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